Lei propõe ações permanentes nas escolas para combater o machismo

Política

Para utilizar a educação como ferramenta de combate à desigualdade de gênero, a Lei 1.322/19 propõe que o Governo do Estado promova ações permanentes de combate ao machismo em escolas públicas de Roraima. A proposta, apresentada na Assembleia Legislativa pelo deputado Renan Filho (Republicanos) e sancionada em 2019, pede que professores e coordenadores pedagógicos tenham treinamentos para discutir a pauta com os alunos em sala de aula.

Segundo o deputado, a lei busca informar e sensibilizar os adolescentes para a desigualdade de gênero nas escolas, e evitar o desenvolvimento de comportamentos machistas, que tradicionalmente fazem parte da sociedade. “Nós sabemos que a educação é o começo de tudo, por essa razão a criação desse projeto para levar essa educação e tirar Roraima do Mapa da Violência contra Mulher”, disse o parlamentar.

O texto da lei ainda destaca que o foco é a repressão de atitudes discriminatórias ou qualquer comportamento de intimidação, constrangimento ou violência contra as mulheres. “Com profissionais capacitados, em um curto período de tempo teremos uma sociedade mais educada, e que discute a pauta de combate ao machismo”, finalizou Renan Filho.

Segundo a antropóloga e especialista em educação, Mariana Cunha, a discussão nas escolas traz benefícios a médio e longo prazo. “É importante que a escola promova debates como este, para inibir as violências dentro no âmbito das escolas e ensinar aos alunos que a mulher possui os mesmos direitos que um homem na sociedade”.

Segundo a Secretaria Estadual de Educação (Seed), as instituições públicas da capital e do interior discutem o assunto recorrentemente durante as aulas. A instituição afirma que os professores trabalham o tema no currículo escolar. É o caso da professora Roberta Vieira, que dá aulas de língua portuguesa há 18 anos na rede estadual de ensino, e sempre trabalhou, por meio de redações e textos, a pauta de combate ao machismo e igualdade entre homens e mulheres com os alunos.

“O nosso estado tem índices alarmantes de violência contra mulher, por isso, é tão importante que a gente tenha professores capacitados para levar essas discussões para a sala de aula e construir uma sociedade melhor”.

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