JULHO VERDE – Assembleia Legislativa adere à campanha de alerta para o câncer de cabeça e pescoço.

Política

JULHO VERDE

Assembleia Legislativa adere à campanha de alerta para o câncer de cabeça e pescoço

Projeção feita pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) é que no próximo ano mais de 50 mil pessoas serão diagnosticadas com a doença nestas regiões

Quem passar pelo prédio da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), localizado no Centro Cívico de Boa Vista, perceberá a iluminação esverdeada. A cor faz referência à 5ª Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço – Julho Verde 2021. As luzes verdes foram ligadas na noite desta terça-feira (13).

Dentro desta temática, tramita na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei (PL- nº 113/2020), apresentado pela deputada Angela Águida Portela (PP), que institui o 27 de julho como o Dia Estadual de Combate e Prevenção ao Câncer de Cabeça e Pescoço.

A proposta tem como finalidade mobilizar, todos os anos, as ações preventivas e educativas, pelos organismos públicos e privados, para alertar sobre os fatores de risco, formas de prevenção e os danos causados por essa enfermidade. O desenvolvimento das ações caberia aos gestores de saúde pública no Estado.

“A gente vai deixando as questões de saúde de lado e por isso a importância do projeto Julho Verde. Quem passar em frente dos prédios iluminados de verde observará este ato simbólico, que chama a atenção e alerta para a doença”, disse a deputada. Com o diagnóstico precoce, ressaltou Angela Águida Portella, se busca logo o tratamento, que pode resultar mais rápido no restabelecimento da saúde.

A campanha foi mobilizada pela Associação Brasileira de Câncer de Boca e Garganta (ACBG), e tem a missão de mobilizar a população para os sintomas destas doenças que atingirão até o próximo ano, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), mais de 50 mil pessoas.

Participaram deste evento a fonoaudióloga e embaixadora da ACBG em Roraima, Fernanda Carla Ross, o cirurgião de cabeça e pescoço e coordenador do serviço de Cabeça e Pescoço da Unacon (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia em Roraima), Fernando André Ferreira, e a paciente laringectomizada, Sebastiana Alves.

Carmelita Silva, agente comunitária, filha da dona Sebastiana, conta como foi a descoberta do câncer de laringe da mãe, em 2016. “Minha mãe começou a apresentar um incômodo na garganta e foi ficando rouca, e nós logo a levamos ao otorrino”.

Em cinco anos, lembrou, foi feita biópsia e confirmada a lesão nas cordas vocais. “A lesão estava tão grave que ela nem conseguia engolir”, contou. Foram anos de porta em porta de consultórios em busca de tratamento, até chegar à Unacon.

“Ela fez radioterapia em Porto Velho [RO] na rede pública, fez acompanhamento, retornou e continuou acompanhada pela Unacon, que conta com psicólogos e médicos, os profissionais necessários para acompanhar os pacientes”, relatou Carmelita, ao salientar que essa campanha de conscientização das pessoas faz com que outras pessoas procurem o médico..

De acordo com a embaixadora da Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço, os diagnósticos envolvem regiões como boca, garganta, língua, gengiva, palato, no rosto, pescoço e cordas vocais.

“Geralmente as histórias dos pacientes são muito parecidas. Pessoas que foram fumantes há anos, que bebeu por muitos anos. No caso da laringe, que precisa ser retirada, é preciso reabilitação com fonoaudiólogos e com toda a equipe multiprofissional”, explicou.

A médica alerta para o diagnóstico precoce, o autocuidado e a autopercepção que as pessoas devem desenvolver com a finalidade de conhecer o próprio organismo. Segundo Fernanda, o câncer de cabeça e pescoço são agressivos.

“São tratamentos que mutilam regiões da face, da boca, do pescoço e exige um trabalho de compensação ou reabilitação. Nossa orientação para a população é que tenha cuidado com o sexo desprotegido, como o vírus HPV, que se proteja dos raios solares, evite consumo de tabaco, fumo e narguilé, pois estes últimos são ‘prazeres” que viciam e que têm alto potencial para prejudicar a saúde humana”, complementou Fernanda Ross.  

Texto: Yasmin Guedes
Foto: Tiago Orihuela
SupCom ALE-RR 

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